Na luxação posterior do ombro, a lesão anteromedial da cabeça do úmero é conhecida como:
- Bankart
- Hill-Sachs
- McLaughlin
- Neer
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Conceito-chave
As lesões em espelho. As lesões da luxação do ombro formam pares simétricos. Na luxação anterior, a face posterolateral da cabeça do úmero bate no rebordo anterior da glenoide: a impactação é o Hill-Sachs; a lesão da glenoide e do lábio anteroinferior é o Bankart. Na luxação posterior, a face anteromedial da cabeça bate no rebordo posterior: a impactação é a lesão de McLaughlin, ou Hill-Sachs reverso; a lesão do lábio posterior é o Bankart reverso.
A lesão de McLaughlin. Aparece como uma linha densa paralela à superfície articular no AP (trough line) e é bem vista no perfil axilar e na tomografia, que medem o percentual da superfície comprometida. Quanto maior e mais antigo o defeito, mais a cabeça tende a engatar no rebordo posterior e a luxação a recidivar ou ficar travada.
O nome serve também para a cirurgia. O procedimento de McLaughlin transfere o tendão do subescapular para dentro do defeito; a modificação de Neer e Hawkins transfere o tubérculo menor com o tendão. Indicado para defeitos de cerca de 25 a 50%. Abaixo de 20 a 25%, redução e imobilização; acima de 50%, enxerto osteocondral ou artroplastia.
O quadro da luxação posterior. Convulsão, eletrocussão ou trauma de alta energia; braço travado em rotação interna; perda frequente do diagnóstico. No AP: lâmpada, borda vazia, quebra da linha de Moloney e trough line.
Na prova: Hill-Sachs = posterolateral, luxação anterior; McLaughlin = anteromedial, luxação posterior. Bankart = glenoide anteroinferior.
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