Na biomecânica do cotovelo, a carga axial em extensão é distribuída
- Unicamente na articulação radiocapitelar.
- Igualmente entre as articulações umeroulnar e radiocapitelar.
- 60% na articulação umeroulnar e 40% na articulação radiocapitelar.
- 40% na articulação umeroulnar e 60% na articulação radiocapitelar.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O cotovelo parece uma simples dobradiça, mas quando se fala em carga ele funciona como duas colunas que dividem o peso. Uma é a articulação umeroulnar, entre o úmero e a ulna, no lado de dentro. A outra é a radiocapitelar, entre a cabeça do rádio e o capítulo do úmero, no lado de fora.
Quando uma força sobe pelo antebraço com o cotovelo esticado (ao empurrar uma porta, se apoiar para levantar da cadeira ou cair com a mão no chão), ela não se divide por igual. Cerca de 60% passa pela radiocapitelar e cerca de 40% pela umeroulnar. Essa divisão muda um pouco com a flexão e a rotação do antebraço, mas o número clássico é o da extensão.
Essa conta explica muito da clínica da cabeça do rádio.
A fratura da cabeça do rádio é a fratura mais comum do cotovelo no adulto, porque é ela que recebe a maior parte da carga na queda com a mão apoiada.
Retirar a cabeça do rádio não é inofensivo. Sem ela, toda a carga passa para a ulna, que não foi feita para isso, e com o tempo aparecem dor, desgaste e desvio do cotovelo para fora.
E, quando a membrana interóssea (a lâmina que une rádio e ulna ao longo do antebraço) também está rompida, o rádio sem cabeça pode subir. É a lesão de Essex-Lopresti, que causa dor no punho porque a ulna passa a bater nos ossos do carpo.
Por isso, na fratura aguda, a regra é fixar a cabeça do rádio quando possível e trocá-la por uma prótese quando não for.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo