Na posição de “preparação do arremesso” após a cirurgia de BRISTOW, a estrutura que produz um bloqueio dinâmico e impede o deslocamento anteroinferior da cabeça do úmero é
- O ligamento glenoumeral inferior.
- O tendão da cabeça longa do bíceps.
- A porção inferior do músculo subescapular.
- O tendão do músculo bíceps e coracobraquial.
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Conceito-chave
As cirurgias de Bristow e de Latarjet tratam a luxação anterior recidivante do ombro transferindo a ponta do processo coracoide para a frente da glenoide. O que poucos lembram é que o sucesso delas não vem só do osso acrescentado. Patte descreveu um efeito triplo:
Bloqueio ósseo. O coracoide aumenta a superfície da glenoide, como um batente que impede a cabeça de passar.
Reforço da cápsula, pelo ligamento coracoacromial quando ele é usado.
Efeito de funda (*sling*), que é dinâmico. Junto com o coracoide vai o tendão conjunto, formado pela cabeça curta do bíceps e pelo coracobraquial, que continuam presos ao osso transferido. Depois da cirurgia, esse tendão passa na frente da articulação, atravessando o músculo subescapular. Quando o braço vai para a posição de risco (aberto e rodado para fora, como ao preparar um arremesso), o tendão conjunto fica esticado e pressiona a parte de baixo do subescapular contra a cápsula, formando uma barreira ativa justamente onde a cabeça escaparia.
Ele é chamado de dinâmico porque só aparece quando o braço entra na posição perigosa. Muitos autores consideram esse efeito o principal responsável pelo bom resultado da cirurgia em pacientes de alto risco.
A questão explora uma distinção fina: a parte de baixo do subescapular participa, mas como uma parede passiva que é empurrada. Quem gera a força é o tendão conjunto.
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