A principal complicação intra-operatória nas artroplastias total do ombro é:
- Fratura periprotética do úmero.
- Fratura periprotética da glenóide.
- Luxação da prótese.
- Lesão neurológica.
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Conceito-chave
As complicações da prótese de ombro podem ser divididas pelo momento em que aparecem.
As tardias, que surgem meses ou anos depois, são dominadas pela soltura do componente da glenoide na prótese anatômica e, na prótese reversa, pelo desgaste da escápula (*notching*) e pela instabilidade.
Durante a cirurgia, a complicação principal é a fratura do úmero ao redor da prótese (fratura periprotética). O motivo está na sequência da operação. Para enxergar e preparar a glenoide, o cirurgião precisa luxar a cabeça do úmero para fora, levando o braço para trás, para junto do corpo e rodando-o para fora. Essa manobra transforma o úmero numa alavanca apoiada na borda da glenoide, e um osso fraco pode quebrar. Depois, o preparo do canal do úmero (raspar e encaixar a haste com batidas) gera forças que tentam abrir o osso por dentro.
Os fatores de risco são previsíveis: osteoporose, artrite reumatoide, mulheres idosas, cirurgias de revisão e ombros muito rígidos (que obrigam a forçar mais para luxar).
A prevenção é técnica: soltar bem as aderências e a cápsula antes de luxar, em vez de vencer a rigidez na força, e preparar o canal com cuidado.
As outras opções existem, mas são menos frequentes ou de outro momento. A lesão de nervo costuma ser uma neuropraxia temporária pelos afastadores. A luxação da prótese acontece depois da cirurgia.
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