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Questão de Tendinite calcária (Ortopedia)

Ombro e cotoveloTendinite calcáriaOrtopedia

Paciente do sexo feminino, 52 anos, com dor leve no ombro direito há cerca de 1 ano, de início insidioso, sem história de trauma e com piora noturna e aos movimentos. O diagnóstico é de tendinopatia calcárea. O tendão acometido e a fase de doença, conforme evidenciado na radiografia a seguir são, respectivamente:

Figura da questão ombro-cotovelo-0371
  1. Subescapular e fase de calcificação em repouso.
  2. Supraespinhal e fase de calcificação em repouso.
  3. Subescapular e fase de calcificação em reabsorção.
  4. Supraespinhal e fase de calcificação em reabsorção.
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Gabarito: A · Subescapular e fase de calcificação em repouso.

Conceito-chave

Como localizar o depósito na radiografia. Na tendinopatia calcária, o tendão acometido é deduzido pela posição do cálcio e pela rotação do úmero. No AP em rotação neutra, o depósito do supraespinal fica logo acima do tubérculo maior, sob o acrômio. Na rotação interna, o infraespinal aparece de perfil, lateral e posterior. Na rotação externa e na axilar, o subescapular aparece de perfil, medial, junto ao tubérculo menor, projetando-se sobre a cabeça ou abaixo do coracoide. Um depósito medial e anterior, perto do tubérculo menor, aponta para o subescapular.

As fases de Uhthoff. A doença é cíclica. Pré-calcificação: metaplasia fibrocartilaginosa do tendão, sem dor relevante. Calcificação, com três etapas: formativa, em que o cálcio se deposita, denso e bem delimitado; repouso, em que o depósito fica estável, homogêneo, com contornos nítidos, e a dor é leve ou ausente; e reabsortiva, em que células fagocíticas e neovasos dissolvem o cálcio, que fica pastoso, com contornos mal definidos, "em nuvem", e a dor fica intensa, às vezes com extravasamento para a bursa. Pós-calcificação: reparo do tendão com tecido de granulação, com melhora progressiva.

Como ler a clínica junto. Dor leve, de um ano, sem crise aguda, com depósito denso e bem delimitado, é a fase de repouso. Dor súbita, intensa, que tira o sono, com depósito nebuloso, é a reabsorção. A classificação de Gärtner traduz isso: tipo I denso e nítido, tipo II misto, tipo III translúcido e em nuvem.

O que fazer. Na fase de repouso, com dor leve, tratamento conservador; se persistir, barbotagem guiada por ultrassom ou ondas de choque, mais eficazes em depósitos densos. Na reabsorção, o quadro tende a se resolver sozinho; analgesia e infiltração ajudam na crise.

Na prova: depósito medial, perto do tubérculo menor = subescapular; denso e bem delimitado com dor leve = fase de repouso; nebuloso com dor intensa = reabsorção.

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