No diagnóstico de lesões parciais do tendão bicipital distal por ressonância magnética, recomenda-se o posicionamento:
- ABER (abduction, external rotation).
- FABS (flexion, abduction, supination).
- COBRA (cocked bíceps radius position).
- ADIRP (adduction, internal rotation, pronation).
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Conceito-chave
O tendão distal do bíceps desce pela dobra do cotovelo e se prende na tuberosidade do rádio. O caminho dele é oblíquo e ainda gira sobre si mesmo antes de chegar ao osso. Na ressonância comum, feita com o braço esticado, esse trajeto torto atravessa vários cortes: nenhuma imagem mostra o tendão inteiro, aparecem falsos afinamentos, e um artefato técnico (o "ângulo mágico") pode clarear o tendão e simular lesão onde não existe. Nas lesões parciais, em que a diferença entre tendão saudável e tendão parcialmente rompido é sutil, esse erro faz toda a diferença.
A posição FABS resolve o problema. A sigla vem do inglês: *flexed elbow, abducted shoulder, supinated forearm*, ou seja, cotovelo dobrado, ombro aberto e antebraço com a palma para cima. O paciente fica deitado de barriga para baixo, com o braço acima da cabeça, o cotovelo a 90 graus e o polegar para cima. Assim, o tendão inteiro se alinha num só plano e pode ser visto de ponta a ponta.
Com isso dá para responder as perguntas que mudam a cirurgia: a ruptura é parcial ou completa? Quanto o tendão retraiu? O lacertus fibroso, uma lâmina que sai do bíceps e segura o tendão, está inteiro?
A questão usa como distrator outra sigla real: ABER (*abduction, external rotation*), uma posição de ressonância do ombro, com a mão atrás da cabeça, útil para ver lesões do lábio da glenoide. É útil, mas para outra articulação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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