A contraindicação para artrodese do ombro é a:
- Infecção crônica.
- Lesão traumática do plexo braquial.
- Deficiência do manguito rotador e deltoide.
- Paralisia dos músculos trapézio e elevador da escápula.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Quando o braço se eleva, o movimento acontece em dois lugares: cerca de dois terços na articulação glenoumeral (entre o úmero e a glenoide) e cerca de um terço na escapulotorácica (a escápula deslizando sobre as costelas).
A artrodese do ombro funde a glenoumeral. Depois dela, todo o movimento que sobra vem da escápula. E quem move a escápula são quatro músculos: o trapézio, os romboides, o levantador da escápula e o serrátil anterior.
A pergunta antes de indicar a artrodese é: de onde virá o movimento depois? Se esses músculos estiverem paralisados, a resposta é "de lugar nenhum". O paciente fica com o braço preso ao tronco, sem nenhum ganho. Por isso a paralisia dos músculos da escápula, como o trapézio e o levantador da escápula, é a contraindicação clássica.
As indicações, ao contrário, são situações em que o ombro perdeu de vez seus motores ou sua estrutura: paralisia do deltoide e do manguito (por exemplo, em lesões do plexo braquial que pouparam os músculos da escápula), infecção crônica, instabilidade que nada resolveu, retirada de tumores e próteses que falharam sem osso para uma nova. Nesses cenários, a artrodese oferece um ombro estável e sem dor, com elevação limitada ao que a escápula consegue fazer.
A posição de fusão mais usada é em torno de 30 graus de abdução, 30 de flexão e 30 de rotação interna, para que a mão alcance a boca e o corpo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo