Na luxação traumática do ombro, o principal fator que determina a recidiva é
- a idade.
- a direção da luxação.
- a modalidade esportiva.
- o tempo de imobilização.
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Conceito-chave
A idade é o fator dominante. Na luxação traumática do ombro, a idade no primeiro episódio determina a recidiva mais do que qualquer outro fator. Com tratamento conservador, abaixo dos 20 anos recidivam 70 a 90%; entre 20 e 30, 50 a 70%; acima dos 30, menos de 30%; acima dos 40, poucos.
O que a imobilização não faz. O tempo de imobilização na tipoia, em rotação interna, não muda a recidiva: estudos compararam 1, 3 e 6 semanas sem diferença. Por isso se imobiliza pelo conforto, por 1 a 3 semanas, e depois se reabilita. A imobilização em rotação externa foi proposta por Itoi para aproximar o Bankart da glenoide; os primeiros resultados foram animadores, mas estudos posteriores foram conflitantes, e ela não se firmou como padrão.
A direção e o esporte. A direção importa pouco para a recidiva em si: a luxação anterior é a regra (mais de 95%), e a posterior tem outros problemas (diagnóstico perdido, defeito da cabeça). O esporte, especialmente de contato ou colisão e de arremesso, soma risco, e entra no ISIS junto com idade abaixo de 20 anos, hiperfrouxidão e lesões ósseas. Mas nenhum desses tem o peso da idade.
Por que a idade. O jovem forma Bankart com cápsula plasticamente deformada, que cicatriza alongada, e tem alta demanda física. O idoso tem tecido rígido; a luxação tende a romper o manguito e a lesar o axilar, em vez de recidivar.
Na prova: o principal fator de recidiva na luxação traumática do ombro é a idade; o tempo de imobilização não muda a recidiva.
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