Na lesão do tendão do subescapular, é comum a associação com rotura do tendão
- da cabeça longa do bíceps.
- do infraespinal.
- do supraespinal.
- do redondo menor.
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Conceito-chave
O tendão da cabeça longa do bíceps nasce no alto da glenoide, atravessa a articulação do ombro e faz uma curva quase em ângulo reto para descer por um canal na frente do úmero, o sulco intertubercular. Para fazer essa curva sem escapar, ele é segurado por uma espécie de tipoia chamada polia do bíceps.
Essa polia é formada pelo ligamento glenoumeral superior, pelo ligamento coracoumeral e pelas fibras mais altas do tendão do subescapular, que formam a parede de dentro e o assoalho dela.
Quando a parte de cima do subescapular rompe, a polia perde sua parede de dentro. O tendão do bíceps passa a escorregar para dentro (subluxação ou luxação medial), saindo do sulco. Fora do lugar, ele sofre atrito constante, se desgasta e pode acabar rompendo.
Por isso existe uma regra clínica: toda lesão do subescapular obriga a examinar o bíceps, e todo bíceps instável obriga a examinar o subescapular. Na prática, o bíceps luxado para dentro é um sinal indireto de lesão do subescapular.
Na artroscopia, existe um marcador para achar o subescapular retraído: o sinal da vírgula, um arco de tecido (restos da polia) que fica preso ao canto de cima do tendão rompido e aponta onde ele está.
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