Na artrose primária do ombro com integridade do manguito rotador, os melhores resultados clínicos são obtidos com a prótese
- parcial.
- total.
- recapeamento.
- total reversa.
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Conceito-chave
A artrose primária do ombro é o desgaste da cartilagem sem uma causa externa, como trauma ou doença reumática. Uma característica importante é que o manguito rotador costuma estar íntegro. O desgaste costuma ser mais na parte de trás da glenoide, com a cabeça do úmero deslocada para trás, e essa deformidade é graduada pela classificação de Walch.
Quando o manguito funciona, a articulação ainda tem quem centre a cabeça do úmero. O que falta é só a superfície articular. Por isso, o raciocínio clássico é trocar as duas superfícies com uma prótese total anatômica, que tem uma peça no úmero (a cabeça) e outra na glenoide, reproduzindo a anatomia original. Estudos comparando essa prótese com a hemiartroplastia (prótese parcial, que troca só a cabeça) mostram melhores resultados para a total, porque na parcial a cabeça metálica continua roçando contra uma glenoide gasta.
A prótese reversa inverte as peças e funciona mesmo sem manguito. Ela foi criada para ombros com manguito rompido, mas vem sendo usada também em alguns pacientes idosos com artrose e glenoide muito deformada (Walch B2 e B3), em que o componente da prótese anatômica tem mais risco de soltar.
O gabarito oficial aponta a prótese reversa. A resposta consagrada pela literatura para a artrose primária com manguito íntegro seria a prótese total anatômica, e por isso esta questão tem um aviso.
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