Na prótese de cotovelo, a infecção acomete com maior frequência os portadores de
- sequela de fratura.
- artrite reumatoide.
- artrose primária.
- osteoporose.
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Conceito-chave
A infecção é uma das complicações mais graves da prótese de cotovelo, e acontece com mais frequência que nas próteses de quadril e de joelho. Um dos motivos é anatômico: a parte de trás do cotovelo tem pouquíssima pele e gordura cobrindo o osso. A prótese fica praticamente logo abaixo da pele, e qualquer problema na cicatrização da ferida pode expor o implante.
Sobre esse terreno frágil, o paciente com artrite reumatoide reúne vários fatores que aumentam o risco de infecção:
Os remédios que controlam a doença, como os imunossupressores, os corticoides e os medicamentos biológicos, reduzem as defesas do organismo.
O uso prolongado de corticoide deixa a pele fina e frágil, que cicatriza mal.
Na própria região da cirurgia, esses pacientes têm com frequência nódulos reumatoides e inflamação da bursa do olécrano.
Por isso, a artrite reumatoide é o fator de risco classicamente associado à infecção na prótese de cotovelo.
Existe um aparente paradoxo: o paciente reumatoide é também o que tem os melhores resultados funcionais com a prótese, porque costuma ter pouca demanda física. Os dois fatos convivem. Na prática, isso exige suspender os biológicos com antecedência, cuidar muito da pele e da ferida e fazer antibiótico de profilaxia com rigor.
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