A melhor incidência radiográfica para o diagnóstico da fratura do processo coracoide é
- a apical oblíqua.
- a axilar.
- a de STRYKER.
- o perfil da escápula.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Por que o coracoide é difícil de ver. Ele se projeta para a frente e se sobrepõe à cabeça do úmero, ao acrômio e à glenoide em quase todas as incidências. Suas fraturas são raras (menos de 1% das fraturas) e costumam acompanhar luxação acromioclavicular, luxação do ombro ou fraturas da escápula, e passam despercebidas.
A incidência de Stryker. Paciente em decúbito dorsal, mão sobre o topo da cabeça, cotovelo apontando para o teto, raio centrado no coracoide com cerca de 10 graus cefálicos. A geometria projeta o coracoide livre de sobreposições, e é a incidência clássica para mostrá-lo; também mostra o Hill-Sachs. Uma alternativa é o AP com inclinação cefálica de 35 a 45 graus. Hoje, a tomografia é o exame definitivo.
As fraturas do coracoide. A classificação de Ogawa divide pela relação com os ligamentos coracoclaviculares: tipo I, proximal a eles (base), que desconecta a escápula da clavícula e costuma se associar a lesão acromioclavicular ou da clavícula, podendo pedir fixação; tipo II, distal a eles (ponta), geralmente estável e tratado sem cirurgia. Fraturas da base podem se estender à glenoide superior.
As outras incidências. O perfil de escápula (Y) mostra a posição da cabeça em relação à glenoide e o corpo da escápula. A axilar mostra a relação da cabeça com a glenoide e a borda anterior e posterior, e vê parte do coracoide, mas com sobreposição. A apical oblíqua (Garth) mostra a glenoide anteroinferior e o Hill-Sachs.
Na prova: para fratura do coracoide, a radiografia de escolha é a Stryker; a tomografia confirma. Ogawa I (base) é instável.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo