Na artrodese do ombro, a elevação do braço pode alcançar até
- 30o .
- 60o .
- 90o .
- 120o .
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Conceito-chave
O movimento de elevar o braço acontece em dois lugares ao mesmo tempo. A maior parte vem da articulação glenoumeral, entre o úmero e a glenoide. O resto vem da escápula, que gira e desliza sobre as costelas, na articulação escapulotorácica. Essa divisão é chamada de ritmo escapuloumeral, e numa elevação completa de cerca de 180 graus, a escápula contribui com algo em torno de um terço, cerca de 60 graus.
Na artrodese do ombro, a articulação glenoumeral é fundida e deixa de se mover. O único movimento que sobra é o da escápula. Por isso, o braço de um ombro artrodesado consegue se elevar até cerca de 60 graus, o limite do que a escápula oferece sozinha. Não há como ir além.
Isso precisa ser explicado ao paciente antes da cirurgia: depois da fusão, ele não vai alcançar acima da cabeça. A posição da fusão é escolhida para privilegiar os gestos mais importantes do dia a dia (a regra dos "três trintas": cerca de 30 graus de abdução, de flexão e de rotação interna), principalmente levar a mão à boca e ao corpo.
Também é por isso que os músculos que movem a escápula (trapézio, romboides, levantador da escápula e serrátil anterior) precisam estar funcionando. Sem eles, não sobra movimento nenhum. E como esses músculos passam a trabalhar mais, dor e cansaço ao redor da escápula são queixas comuns depois da cirurgia.
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