A subluxação da cabeça do rádio após a osteossíntese de uma fratura-luxação de MONTEGGIA é associada à
- lesão do ligamento anular.
- lesão da cápsula póstero-lateral.
- redução não anatômica da ulna.
- interposição da membrana interóssea.
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Conceito-chave
Na Monteggia, a cabeça radial depende da restauração da ulna. A fratura ulnar altera comprimento, angulação e alinhamento do antebraço, modificando a relação proximal. Por isso, colocar uma placa não garante que a redução obtida seja anatômica nem que a cabeça fique centrada no capítulo.
O resumo enfatiza reconstruir comprimento, angulação dorsal e forma sinuosa da ulna. Uma placa reta sem moldagem pode deixar a radiocapitelar mal reduzida. A subluxação persistente depois da osteossíntese deve, portanto, levar à revisão da geometria ulnar, e não apenas à suposição de que falta reparar um ligamento.
O capítulo trata principalmente da Monteggia posterior do adulto e descreve lesões complexas associadas, inclusive da cabeça radial e do coronoide. A ordem de reconstrução pode variar com o padrão, mas o princípio anatômico permanece: a ulna precisa servir de referência correta para o conjunto.
Partes moles também devem ser consideradas se o problema persiste após uma reconstrução adequada. Entretanto, o gabarito procura a associação principal do mau alinhamento residual, que é uma redução ulnar não anatômica. Não se deve chamar toda cabeça subluxada de “ligamento anular roto” sem conferir o osso.
Na Biblioteca, leia o parágrafo operatório de “Monteggia posterior do adulto”. Observe a exigência de restaurar a forma ulnar, e não apenas de fixar a fratura: é essa diferença que explica a subluxação após uma osteossíntese aparentemente concluída.
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