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Questão de Lesões do bíceps (TARO 2025)

Ombro e cotoveloLesões do bícepsTARO 2025

Paciente do sexo feminino, 30 anos, magra, praticante de musculação, destra, vítima de queda de moto com trauma sobre o ombro direito. Procurou atendimento de urgência em razão de intensa dor, e exames primários não evidenciaram fratura ou luxação do ombro. O exame a seguir foi solicitado, e as setas brancas e vermelha denotam as principais alterações. Os diagnósticos são:

Fonte: MOTTA FILHO, G. R.; BARROS FILHO, T. E. P. Ortopedia e Traumatologia. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
Fonte: MOTTA FILHO, G. R.; BARROS FILHO, T. E. P. Ortopedia e Traumatologia. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  1. lesão do supraespinal com luxação medial da cabeça longa do bíceps.
  2. lesão do subescapular com luxação medial da cabeça longa do bíceps.
  3. lesão do supraespinal com luxação anterior da cabeça longa do bíceps.
  4. lesão do subescapular com luxação anterior da cabeça longa do bíceps.
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Gabarito: B · lesão do subescapular com luxação medial da cabeça longa do bíceps.

Conceito-chave

A polia do bíceps. Na entrada do sulco intertubercular, o tendão da cabeça longa do bíceps é mantido no lugar por uma polia (pulley): o ligamento coracoumeral, o ligamento glenoumeral superior e as fibras superiores do subescapular, que formam a parede medial e o assoalho da entrada do sulco. O supraespinal forma o teto lateral.

Para onde o bíceps escapa. Quando a parede medial falha, por lesão do subescapular ou do complexo coracoumeral e glenoumeral superior, o tendão escorrega medialmente para fora do sulco. Pode ficar sobre o subescapular (extra-articular), quando o subescapular está íntegro e só a polia rompeu, ou dentro da articulação, através do subescapular rompido. Na ressonância axial, vê-se o sulco vazio e o tendão medial à entrada, junto ou sobre o tubérculo menor. A luxação medial do bíceps é praticamente um marcador de lesão do subescapular até prova em contrário.

O exame. Lesão do subescapular: lift-off, belly-press (Napoleão) e bear-hug positivos, e aumento da rotação externa passiva. O bíceps instável pode dar estalido doloroso no sulco com rotação. Na artroscopia, procura-se o sinal do "comma": a banda do coracoumeral e glenoumeral superior que continua presa à borda superolateral do subescapular retraído, como uma vírgula, e serve de guia para achá-lo.

O tratamento. No jovem ativo, com lesão traumática, reparo do subescapular e tenodese do bíceps (não se deve recentrar o bíceps no sulco, pois ele volta a luxar). Em idosos pouco ativos, a tenotomia do bíceps pode bastar.

Na prova: bíceps luxado medialmente = lesão da polia, quase sempre com lesão do subescapular.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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