Na propedêutica da lesão distal do bíceps, o teste do gancho, tem posição do cotovelo e direção de palpação, respectivamente
- flexão e supinação ativas, lateral para medial.
- flexão e supinação ativas, medial para lateral.
- flexão e supinação passivas, lateral para medial.
- flexão e supinação passivas, medial para lateral.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O teste do gancho (*hook test*), descrito por O'Driscoll, é o exame clínico mais confiável para diagnosticar a ruptura do tendão distal do bíceps, que se prende no rádio logo abaixo do cotovelo. Cada detalhe da técnica existe para evitar um erro.
A posição. O paciente dobra o cotovelo a 90 graus e gira a palma para cima (flexão e supinação ativas), fazendo força. É a contração do próprio paciente que estica o tendão e o transforma numa corda firme, fácil de palpar. Se o examinador apenas posicionar o braço (de forma passiva), o tendão fica frouxo e pode não ser sentido mesmo estando inteiro, o que daria um falso positivo.
A direção. O examinador tenta enganchar o dedo indicador por baixo do tendão, entrando pelo lado de fora da dobra do cotovelo e indo para dentro (de lateral para medial). O motivo é o lacertus fibroso, uma expansão do bíceps em forma de lâmina que sai do lado de dentro do tendão e se espalha sobre os músculos do antebraço. Em muitas rupturas, o lacertus continua inteiro. Se o dedo entrar pelo lado de dentro, ele encontra primeiro essa lâmina tensa e pode confundi-la com o tendão, dando um falso negativo.
Se o tendão está íntegro, o dedo passa por baixo de uma corda bem definida. Se está rompido, não há nada para enganchar.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo