No tratamento da lesão proximal do bíceps por meio da tenodese subpeitoral deve-se afastar cuidadosamente para medial o
- peitoral maior e o grande dorsal para prevenção de lesão do nervo mediano.
- peitoral maior e o grande dorsal para prevenção de lesão do nervo musculocutâneo.
- coracobraquial e a cabeça curta do bíceps para prevenção de lesão do nervo mediano.
- coracobraquial e a cabeça curta do bíceps para prevenção de lesão do nervo musculocutâneo.
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Conceito-chave
A cabeça longa do bíceps passa por dentro da articulação do ombro e desce por um canal ósseo na frente do úmero, o sulco intertubercular. Quando esse tendão é fonte de dor, uma solução é a tenodese: cortar o tendão da sua origem no ombro e prendê-lo mais abaixo, no úmero.
Na tenodese subpeitoral, o tendão é fixado logo abaixo da borda inferior do tendão do peitoral maior, que serve de referência. O cirurgião faz uma pequena incisão nessa altura, afasta o peitoral para cima e fixa o bíceps no osso, com parafuso ou botão. A vantagem é tirar o tendão de todo o sulco, que é uma fonte de dor residual quando a fixação é feita mais acima.
O cuidado principal está no lado medial (de dentro) da incisão. Ali ficam o músculo coracobraquial e a cabeça curta do bíceps, que descem juntos a partir do processo coracoide. O nervo musculocutâneo, que inerva os flexores do cotovelo e dá sensibilidade à face lateral do antebraço, entra no coracobraquial e passa por dentro dele, alguns centímetros abaixo do coracoide. Se essas estruturas forem puxadas com força para medial, o nervo é esticado.
Por isso, a regra é afastar o coracobraquial e a cabeça curta do bíceps com delicadeza, usando afastadores rombos apoiados no osso. Um segundo cuidado é a perfuração do úmero: não deve atravessar o osso nem desviar para trás, onde passa o nervo radial.
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