Em pacientes com instabilidade posterior do ombro a glenoplastia posterior é indicada quando a retroversão da glenoide é superior a quantos graus?
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Conceito-chave
A versão da glenoide é a direção para onde a cavidade do ombro está virada, vista de cima, num corte de tomografia. Normalmente, a glenoide é quase perpendicular ao corpo da escápula, com uma leve inclinação para trás, a retroversão, de poucos graus. A medida mais usada é o método de Friedman.
Quando a retroversão é exagerada, a glenoide fica virada para trás como uma rampa. A cabeça do úmero escorrega para trás com facilidade, e a instabilidade posterior volta mesmo depois de um bom reparo do lábio e da cápsula. Não adianta apertar os tecidos moles se o "piso" está inclinado.
Nesses casos, a solução é corrigir o osso: a glenoplastia posterior, ou osteotomia de abertura da glenoide. O cirurgião faz um corte no colo da escápula, abre esse corte por trás e coloca uma cunha de osso, endireitando a superfície. O limiar mais usado para indicar a correção é uma retroversão acima de cerca de 20 graus.
É uma cirurgia difícil e com complicações importantes, como fratura para dentro da articulação, necrose do fragmento e até instabilidade anterior, se a correção for exagerada. Por isso, fica reservada às glenoides com deformidade real. Na maioria das instabilidades posteriores, o tratamento é fisioterapia prolongada e, se preciso, reparo do lábio e da cápsula posterior.
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