Qual das características abaixo no paciente com lesão extensa do manguito rotador é necessária para realização de uma transferência muscular?
- Grupo muscular oponente funcional
- Artrose moderada
- Pseudoparalisia
- Idoso
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Conceito-chave
Quando o manguito rotador tem uma rotura grande que não pode ser costurada, uma opção em pacientes mais jovens é a transferência de tendão: um músculo vizinho, como o grande dorsal ou o trapézio inferior, é desviado para fazer o trabalho do tendão perdido, geralmente a rotação externa.
Toda transferência segue princípios gerais: o músculo doador precisa ser forte o bastante, ter amplitude de movimento parecida com a do músculo que vai substituir, puxar em linha reta e não fazer falta onde estava. A articulação precisa estar com bom movimento passivo e sem artrose.
No ombro existe um requisito específico, e é o que a questão cobra: o equilíbrio entre a frente e a trás. A cabeça do úmero fica centrada porque o subescapular, na frente, puxa contra o infraespinhal e o redondo menor, atrás. É um par de forças, como duas pessoas puxando uma corda de lados opostos. Se o cirurgião transfere um músculo para a parte de trás, ele só funciona se houver, na frente, um subescapular funcionando para fazer o contrapeso. Sem esse grupo oponente, a transferência só puxa a cabeça para trás, sem gerar rotação nem centralizar a articulação.
Por isso, antes de indicar a transferência, é obrigatório examinar o subescapular, com testes como o *lift-off* e o *belly-press*, e conferir na imagem.
As outras alternativas descrevem situações que desfavorecem a transferência e geralmente levam à prótese reversa.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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