A principal causa óssea de crepitação escapulotorácica é(são)
- ostecondromas.
- exostoses escapulares.
- tubérculo de Luschka.
- aumento da flexão do ângulo costomedial.
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Conceito-chave
A escápula desliza sobre as costelas toda vez que o braço se move. Entre elas há músculos (o serrátil anterior e o subescapular) e pequenas bolsas (bursas) que reduzem o atrito. A crepitação escapulotorácica é o estalo ou rangido, audível e palpável, que aparece quando esse deslizamento encontra um obstáculo. Às vezes vem com dor, por inflamação de uma bursa (bursite escapulotorácica); às vezes é só ruído.
As causas podem ser de partes moles ou ósseas. Entre as de partes moles estão a bursite, a atrofia dos músculos que ficam entre a escápula e as costelas (o que aproxima osso de osso) e a alteração do movimento da escápula (discinesia).
Entre as causas ósseas, a mais citada é a exostose da face da escápula voltada para as costelas, ou de uma costela. Exostose é uma saliência de osso que cresce para fora da superfície; a forma mais comum é o osteocondroma, um tumor benigno coberto de cartilagem. Quando a escápula passa por cima dessa saliência, estala. É também a causa com tratamento mais satisfatório: retirar a saliência resolve. Outras causas ósseas são fraturas de costela ou de escápula consolidadas com desvio, uma curvatura exagerada do ângulo superomedial da escápula e o tubérculo de Luschka, uma proeminência nesse mesmo ângulo.
Para encontrar a causa óssea, a tomografia com reconstrução em três dimensões é o melhor exame. O tratamento começa com fisioterapia para estabilizar a escápula; a cirurgia fica para a lesão óssea identificada ou para a bursite que não melhora.
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