Na artroplastia reversa, o notching escapular pode ser evitado por meio de
- utilização de prótese inlay.
- lateralização do centro de rotação.
- valgização do ângulo cervico diafiasário.
- aumento da profundidade do polietileno.
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Conceito-chave
Na prótese reversa de ombro, a parte esférica (glenosfera) fica na escápula e a parte côncava, de polietileno, fica no úmero. Quando o paciente encosta o braço no corpo (adução), a borda de baixo da peça do úmero pode bater na borda lateral da escápula, logo abaixo da glenosfera. Com a repetição, esse choque desgasta o osso, formando um entalhe: é o notching escapular.
O notching é uma consequência direta do desenho original de Grammont, que traz o centro de rotação para dentro (medializa), aproximando o úmero da escápula. Quanto mais perto o úmero fica da escápula, mais cedo acontece o choque.
As estratégias para evitá-lo seguem uma lógica única: afastar a peça do úmero da escápula ou atrasar o momento do contato. A mais direta, e a que a questão cobra, é lateralizar o centro de rotação, com uma glenosfera que fica mais afastada da escápula ou com um enxerto ósseo colocado atrás dela (técnica BIO-RSA). Outras medidas ajudam: posicionar a base da glenosfera mais embaixo, rente à borda inferior da glenoide, usar uma glenosfera maior ou excêntrica e reduzir a inclinação da haste umeral (de cerca de 155 graus para cerca de 135 graus).
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