Na osteoartrite do ombro, a regra mnemônica dos três D`s (denervação, destruição e debris) remete à
- artrite reumatoide.
- necrose avascular.
- artropatia de Charcot.
- condrólise pós-traumática.
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Conceito-chave
A artropatia de Charcot, ou artropatia neuropática, é a destruição de uma articulação que perdeu a sensibilidade de dor e de posição. Sem esse alarme, a pessoa continua usando a articulação normalmente enquanto ela se desfaz. A regra dos três D resume a doença:
Denervação é a causa: a perda de sensibilidade protetora. No ombro, a doença por trás quase sempre é a siringomielia, uma cavidade cheia de líquido dentro da medula cervical que vai destruindo as fibras nervosas. Por isso, diante de um ombro assim, é obrigatório pedir ressonância da coluna cervical. O ombro pode ser o primeiro sinal da siringomielia.
Destruição é o que a radiografia mostra: a cabeça do úmero pode ser praticamente reabsorvida, como se tivesse sido cortada, e a glenoide se desgasta, num grau de destruição maior que o de qualquer outra artropatia.
Debris (detritos) são os fragmentos de osso e cartilagem espalhados ao redor da articulação, restos de uma articulação em desintegração.
O que chama a atenção na clínica é o descompasso: o paciente tem pouca dor para o tamanho da destruição, e o ombro fica frouxo e inchado. O tratamento costuma ser conservador, porque tanto a prótese quanto a artrodese falham muito numa articulação sem sensibilidade.
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