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Questão de Fraturas do úmero proximal e da escápula (TECOC/SBCOC Ombro e Cotovelo)

Ombro e cotoveloFraturas do úmero proximal e da escápulaTECOC/SBCOC Ombro e Cotovelo

No ombro do arremessador, a síndrome denominada SICK scapula do tipo 2 ocorre por fraqueza dos músculos

  1. serrátil anterior e trapézio inferior, causando proeminência inferomedial da escápula.
  2. serrátil anterior e trapézio inferior, causando proeminência da borda medial da escápula.
  3. romboide, trapézio superior e inferior causando proeminência inferomedial da escápula.
  4. romboide, trapézio superior e inferior causando proeminência da borda medial da escápula.
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Gabarito: D · romboide, trapézio superior e inferior causando proeminência da borda medial da escápula.

Conceito-chave

A escápula como base do arremesso. No arremessador, a escápula é a plataforma da glenoide. Ela precisa rodar para cima, inclinar para trás e retrair de forma coordenada para manter a glenoide alinhada com a cabeça do úmero. Quando isso falha, há discinesia escapular: a glenoide fica mal orientada, o espaço subacromial diminui, o manguito trabalha em desvantagem e o lábio sofre mais carga. É achado comum em ombros dolorosos de atletas, na lesão SLAP e na síndrome do impacto interno.

A síndrome SICK. O acrônimo de Burkhart resume o quadro do arremessador: Scapular malposition (mau posicionamento), Inferior medial border prominence (proeminência da borda inferomedial), Coracoid pain and malposition (dor no coracoide, pelo encurtamento do peitoral menor) e dysKinesis. A escápula do lado dominante fica mais baixa, protraída e inclinada para a frente. Trata-se com reabilitação: alongamento do peitoral menor e da cápsula posterior e fortalecimento dos estabilizadores.

A classificação de Kibler. É visual, com o paciente elevando e baixando os braços. Tipo I: proeminência do ângulo inferior, por rotação anormal em torno de um eixo transversal, ligada a fraqueza do serrátil anterior e do trapézio inferior e a encurtamento do peitoral menor. Tipo II: proeminência de toda a borda medial, por rotação em torno de um eixo vertical, ligada à fraqueza dos romboides e do trapézio (superior e inferior), que controlam a retração. Tipo III: elevação excessiva da borda superior, com translação superior e encolhimento de ombros, ligada à sobrecarga do trapézio superior e levantador. Tipo IV: normal e simétrico.

Não confundir com a escápula alada neurológica. A lesão do torácico longo (serrátil anterior) desloca a escápula medial e para cima; a do acessório (trapézio) a desloca lateral e para baixo; a do dorsal da escápula (romboides) dá alamento discreto da borda medial.

Na prova: Kibler tipo I é o ângulo inferior (serrátil e trapézio inferior); tipo II é a borda medial inteira (romboides e trapézio); tipo III, a borda superior.

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