Na luxação glenoumeral, a lesão do tipo HAGL ocorre geralmente na população
- mais velha, em esportes de alta velocidade.
- mais jovem, em esportes de alta velocidade.
- mais velha, em esportes de baixa velocidade.
- mais jovem, em esportes de baixa velocidade.
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Conceito-chave
Na luxação anterior do ombro, o principal estabilizador que se rompe é o ligamento glenoumeral inferior, uma faixa espessa da cápsula que vai da glenoide até o colo do úmero e funciona como uma rede que segura a cabeça por baixo e pela frente. Ele pode falhar em pontos diferentes.
O mais comum é a falha do lado da glenoide: o ligamento arranca o lábio da borda da glenoide, a famosa lesão de Bankart. Já a HAGL (sigla em inglês para *humeral avulsion of the glenohumeral ligament*) é a falha do outro lado: o ligamento se solta da sua inserção no úmero.
A explicação para a diferença está no elo mais fraco. No paciente jovem, o ponto mais fraco costuma ser a junção do lábio com a glenoide, e o que se vê é o Bankart. Com o passar dos anos, a cápsula e sua inserção no úmero perdem resistência relativa, e passam a ceder primeiro. Por isso a HAGL é descrita, nas referências usadas pela banca, em pacientes mais velhos e em traumas de alta energia, como esportes de contato e quedas em velocidade.
A HAGL tem uma importância prática: é uma causa clássica de falha da cirurgia de instabilidade. O cirurgião procura o Bankart, encontra a glenoide íntegra e não percebe que o ligamento se soltou do úmero. Na artrorressonância, o recesso de baixo da cápsula, que normalmente tem formato de U, passa a ter formato de J. O reparo é feito fixando o ligamento de volta ao colo do úmero.
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