No reparo do ligamento colateral lateral após luxação de cotovelo, se a fixação não for realizada no ponto isométrico, o maior risco de instabilidade ocorre se este for fixado mais
- anterior e distal.
- posterior e distal.
- anterior e proximal.
- posterior e proximal.
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Conceito-chave
O complexo ligamentar lateral do cotovelo, e em especial o ligamento colateral ulnar lateral, é o principal freio contra a instabilidade rotatória posterolateral, em que o antebraço gira para fora e a cabeça do rádio e a ulna escapam para trás. Ele nasce no epicôndilo lateral do úmero e termina na ulna, numa saliência chamada crista do supinador.
O ponto de origem desse ligamento não é qualquer lugar do epicôndilo. Ele nasce no centro de rotação do cotovelo, que coincide com o centro da esfera do capítulo. Por isso o ligamento é isométrico: a distância entre origem e inserção quase não muda enquanto o cotovelo dobra e estica, e ele fica igualmente tenso em toda a amplitude.
Quando o cirurgião repara ou reconstrói esse ligamento fora do ponto isométrico, o ligamento passa a afrouxar em alguma posição. Dá para raciocinar em dois eixos:
Frente e trás. Uma fixação posterior ao ponto isométrico deixa o ligamento frouxo em extensão e tenso em flexão; uma fixação anterior faz o contrário. Como a instabilidade posterolateral aparece justamente perto da extensão (por exemplo, ao se levantar da cadeira empurrando com as mãos), a frouxidão em extensão é a perigosa.
Cima e baixo. Uma fixação mais distal aproxima a origem da inserção na ulna, e o ligamento, com o mesmo comprimento, fica frouxo. Uma fixação mais proximal tende a deixá-lo tenso, o que limita movimento, mas não instabiliza.
Somando os dois eixos, a fixação posterior e distal é a que mais afrouxa o ligamento e mais expõe o cotovelo à instabilidade.
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