Na reconstrução da cápsula superior, a margem onde o enxerto deve ser suturado ao manguito de rotina, e o local com maior falha de fixação são, respectivamente
- anterior e úmero.
- posterior e úmero.
- anterior e glenoide.
- posterior e glenoide.
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Conceito-chave
Quando o manguito rotador tem uma rotura grande na parte de cima e de trás que não pode ser costurada, a cabeça do úmero sobe, porque nada a segura contra a puxada do deltoide. A reconstrução da cápsula superior, descrita por Mihata, coloca um enxerto (geralmente fáscia lata ou derme) ligando a borda de cima da glenoide à tuberosidade maior do úmero (o troquiter), onde o manguito se prendia.
O enxerto não gera força. Ele funciona como um teto que impede a cabeça do úmero de subir, recentrando a articulação e devolvendo ao deltoide um ponto de apoio para elevar o braço.
Dois detalhes técnicos fazem diferença no resultado. O primeiro é a costura lateral do enxerto à borda posterior, ao que sobrou do tendão do infraespinhal. Essa sutura posterior é feita de rotina e, nos estudos biomecânicos, é a que mais ajuda a estabilizar o ombro, restabelecendo o equilíbrio entre as forças da frente e de trás. A sutura anterior, ao subescapular, não é rotina, por receio de limitar a rotação.
O segundo é o local onde a fixação mais falha: o lado do úmero. No troquiter, o enxerto fica sob mais tensão, o osso costuma ser mais fraco e uma área grande precisa cicatrizar. Na glenoide, o osso é de melhor qualidade e a fixação costuma resistir melhor. A espessura do enxerto também importa: enxertos finos falham mais.
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