Na tendinite calcárea, segundo UHTHOFF e LÖER, ocorre formação de "canais vasculares", fagocitose e eliminação de cálcio por macrófagos no estágio
- pré-calcificação.
- calcificação.
- pós-calcificação.
- remodelação.
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Conceito-chave
A tendinite calcária é a formação de um depósito de cálcio (cristais de hidroxiapatita) dentro de um tendão do manguito rotador, quase sempre o supraespinhal. Diferente de outras calcificações, ela não vem de degeneração: o próprio tecido do tendão muda, o cálcio se deposita e, com o tempo, o corpo costuma reabsorvê-lo sozinho.
Uhthoff e Löer descreveram essa evolução em três estágios:
Pré-calcificação. As células do tendão se transformam em células de cartilagem, preparando o terreno onde o cálcio vai se depositar. Não há dor.
Calcificação. É o estágio do depósito, e ele tem três fases. Na formativa, o cálcio se deposita como um material seco, parecido com giz, bem delimitado na radiografia, com pouca dor. Na de repouso, o depósito fica parado, às vezes por anos. Na reabsortiva, aparecem canais vasculares ao redor do depósito, chegam macrófagos e outras células que fagocitam o cálcio e o eliminam. O depósito amolece como pasta de dente, fica sob pressão e pode romper para a bursa, causando uma dor muito forte e súbita. Na radiografia, o depósito fica nebuloso, de contornos borrados.
Pós-calcificação. Com o cálcio já removido, as células reorganizam as fibras e o tendão se reconstitui.
Curiosamente, a fase mais dolorosa é aquela em que o corpo está curando a doença, e é nela que a punção com lavagem do depósito (barbotagem) funciona melhor.
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