No reparo da lesão extensa do manguito rotador, são fatores de mau prognóstico para a cicatrização do tendão
- o sexo feminino e o alto nível de atividade esportiva.
- o sexo masculino e o alto nível de atividade esportiva.
- o sexo feminino e o baixo nível de atividade esportiva.
- o sexo masculino e o baixo nível de atividade esportiva.
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Conceito-chave
O que decide se o tendão cicatriza. Depois do reparo de uma lesão extensa do manguito, a cicatrização depende de quatro grupos de fatores. Do paciente: idade (o mais forte, com piora nítida acima de 65 anos), tabagismo, diabetes, obesidade, hipercolesterolemia e osteoporose. Da lesão: tamanho, número de tendões, retração e, sobretudo, atrofia e infiltração gordurosa (Goutallier). Do ombro: distância acromioumeral reduzida e rigidez. Do tratamento: qualidade do tecido, tensão do reparo, construção da fixação e reabilitação.
A infiltração gordurosa, o fator mais citado. Goutallier classifica na tomografia (e Fuchs adaptou para a ressonância): 0 normal, 1 algumas estrias de gordura, 2 menos gordura que músculo, 3 gordura igual a músculo, 4 mais gordura que músculo. Graus 3 e 4 são irreversíveis e se associam a falha do reparo. A atrofia é vista pelo sinal da tangente e pela classificação de Thomazeau; a retração, pela de Patte (1 junto ao tubérculo, 2 no nível da cabeça, 3 na glenoide).
O que a questão cobra. Estudos clássicos apontaram sexo feminino e baixo nível de atividade como associados a pior resultado. O baixo nível de atividade pode refletir menos condicionamento e reserva funcional; as mulheres tiveram, em séries antigas, resultados médios menos favoráveis, talvez por densidade óssea menor. Metanálises mais recentes, porém, não mostram diferença consistente de rerruptura entre os sexos. Para a prova, vale o conjunto da banca; na clínica, pesam muito mais idade, retração e infiltração gordurosa.
Três desfechos diferentes. Integridade do tendão na imagem, função e retorno ao esporte nem sempre andam juntos. Muitos pacientes com rerruptura têm boa função e pouca dor, porque o reparo parcial ou a descompressão já reequilibram os pares de força.
Na prova: para esta banca, sexo feminino e baixa atividade pioram o prognóstico; na prática, idade, retração e infiltração gordurosa são os preditores mais fortes.
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