A lesão parcial do manguito rotador entre 1 e 2 cm é classificada por SNYDER como grau
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Conceito-chave
A classificação de Snyder. É artroscópica e descreve as lesões do manguito em dois eixos. A letra dá a localização: A para a face articular, B para a face bursal e C para a lesão completa (transfixante). O número dá a gravidade, de 0 a 4. Assim, uma lesão "A2" é parcial, articular e de grau 2.
Os graus. Grau 0: manguito normal. Grau 1: irritação sinovial ou capsular superficial, área pequena, menor que 1 cm. Grau 2: desgaste com falência de algumas fibras, além da irritação sinovial, capsular ou bursal, menor que 2 cm. Grau 3: desgaste e fragmentação mais extensos, muitas vezes de toda uma face do tendão, menor que 3 cm. Grau 4: lesão parcial muito grave, com retalho (flap) grande e, com frequência, mais de um tendão. Lesão de 1 a 2 cm, portanto, é grau 2.
A escala que se confunde com ela. A classificação de Ellman olha a profundidade da lesão parcial: grau I até 3 mm, grau II de 3 a 6 mm e grau III acima de 6 mm, o que corresponde a mais de 50% da espessura (o tendão tem cerca de 10 a 12 mm). Ellman também usa a letra para a face (A articular, B bursal, C intersticial). O grau III de Ellman é o limiar clássico para reparar em vez de apenas desbridar.
O que fazer com a lesão parcial. As articulares mais comuns são as PASTA (avulsão parcial da face articular do supraespinal), frequentes em arremessadores e degenerativas. Lesões abaixo de 50% vão bem com desbridamento e reabilitação; acima de 50%, completa-se a lesão e repara-se, ou faz-se o reparo transtendíneo. As lesões bursais doem mais e evoluem pior, e o limiar para reparo costuma ser mais baixo.
Na prova: Snyder gradua a lesão parcial por extensão (1 cm, 2 cm, 3 cm, flap); Ellman, por profundidade (3 mm, 6 mm).
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