O ângulo crítico do ombro de 40º está relacionado
- à artrose glenoumeral.
- ao tamanho da lesão do manguito rotador.
- a maior taxa de rerruptura do manguito rotador.
- ao risco de progressão da lesão do manguito rotador.
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Conceito-chave
Como se mede o ângulo crítico. Descrito por Moor, é medido no AP verdadeiro da glenoide, entre duas linhas: a que une as bordas superior e inferior da glenoide e a que vai da borda inferior da glenoide até o ponto mais lateral do acrômio. Ele junta num único número a inclinação da glenoide e a extensão lateral do acrômio (o índice acromial). O valor normal fica em torno de 30 a 35 graus.
Os dois extremos. Ângulos grandes, acima de 35 graus, deixam o vetor do deltoide mais vertical e cisalhante, obrigando o manguito a trabalhar mais para manter a cabeça centrada; associam-se à doença degenerativa do manguito. Ângulos pequenos, abaixo de 30 graus, aumentam a compressão sobre a glenoide e associam-se à artrose glenoumeral primária. É uma forma elegante de explicar por que alguns ombros gastam o tendão e outros gastam a cartilagem.
O que o valor alto prediz. Um ângulo de 40 graus está bem na faixa alta. A associação mais consistente, no contexto cirúrgico, é com maior taxa de rerruptura depois do reparo do manguito: a mesma biomecânica que rompeu o tendão continua agindo sobre o reparo. Por isso se propôs a acromioplastia lateral para reduzir o ângulo nos casos extremos, proposta que ainda está em discussão.
O que o ângulo não mede bem. A relação com o tamanho da lesão e com a velocidade de progressão de uma lesão não operada é menos estabelecida. A artrose fica do lado oposto da escala, dos ângulos pequenos.
Na prova: ângulo crítico acima de 35 graus se associa a lesão do manguito e a maior rerruptura após reparo; abaixo de 30, a artrose.
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