Na lesão do manguito rotador, dentre os preditores de progressão, considera(m)-se de alto risco
- a ascensão da cabeça umeral.
- a lesão traumática do infraespinal.
- as lesões grandes com degeneração gordurosa avançada.
- as rupturas completas com supraespinal intacto e sem degeneração gordurosa.
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Conceito-chave
Nem toda rotura do manguito rotador precisa ser operada logo. Muitas, sobretudo em pessoas mais velhas, ficam estáveis por anos. A decisão entre operar ou acompanhar depende de estimar se a lesão vai progredir, ou seja, aumentar de tamanho, retrair e deixar o músculo atrofiar.
Os estudos que acompanharam essas lesões com exames de imagem ao longo do tempo mostraram quem tem baixo risco: roturas parciais pequenas e roturas completas pequenas em idosos com pouca demanda e músculo ainda sem gordura.
O alto risco fica com as roturas completas, as maiores, as que se estendem para trás e atingem o infraespinhal (o tendão que fica atrás do supraespinhal e roda o braço para fora) e as de origem traumática em pessoas jovens e ativas. Na lesão traumática, o tendão era saudável até o acidente e o músculo ainda está bom. Cada mês de espera é tempo de o tendão retrair e de o músculo ser invadido por gordura, e essa gordura não volta. Por isso, a rotura traumática que envolve o infraespinhal é o cenário clássico para indicar reparo precoce.
O ponto sutil da questão é diferenciar quem vai progredir de quem já progrediu. A subida da cabeça do úmero e a degeneração gordurosa avançada do músculo não preveem progressão: elas são o resultado de uma progressão que já aconteceu. Nesses ombros, a pergunta passa a ser se a lesão ainda pode ser reparada.
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