No pós-operatório da rigidez de cotovelo, o uso do dispositivo CPM (continuous passive motion) está indicado durante as primeiras semanas para
- evitar neuropraxia.
- diminuir a formação de edema.
- ativar precocemente o músculo.
- diminuir ossificação heterotópica.
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Conceito-chave
Quando o cotovelo fica rígido, uma das cirurgias possíveis é a artrólise: o cirurgião libera a cápsula, retira aderências e osso em excesso para devolver o movimento. Mas o resultado não se decide na sala de cirurgia. Nos dias seguintes, a articulação incha, dói, e o paciente tende a deixar o braço parado e dobrado. Essa combinação de edema e imobilidade faz a cápsula cicatrizar curta de novo, e o movimento ganho se perde.
O CPM (do inglês *continuous passive motion*, movimento passivo contínuo) é um aparelho que dobra e estica o cotovelo devagar e sem parar, sem que o paciente use os músculos. O principal motivo para usá-lo nas primeiras semanas é reduzir o edema: o movimento contínuo funciona como uma bomba que ajuda o sangue e a linfa a voltarem, diminuindo o inchaço e o líquido dentro da articulação. Também mantém os tecidos deslizando entre si enquanto cicatrizam.
Ele é usado junto com outras medidas: membro elevado, controle da dor (muitas vezes com bloqueio anestésico contínuo), órteses para ganhar movimento e, nos pacientes de risco, prevenção da ossificação heterotópica (formação de osso fora do lugar) com anti-inflamatório ou radioterapia.
A evidência a favor do CPM é limitada, e ele não substitui a fisioterapia ativa. Mas o argumento que justifica seu uso no início é o controle do edema.
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