No tratamento da instabilidade glenoumeral anterior, o uso de aloenxerto de tíbia distal é mais vantajoso do que o coracoide por apresentar
- maior taxa de osteointegração.
- aumento do pico de força sobre o enxerto.
- convexidade mais acentuada e maior estabilidade.
- congruência semelhante a glenoide e superfície cartilaginosa.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Na luxação anterior repetida do ombro, a borda da frente da glenoide pode ir se desgastando ou quebrando. Quando falta muito osso, apenas costurar o lábio e a cápsula não segura a cabeça do úmero, e é preciso repor osso na frente da glenoide.
A técnica mais usada é a de Latarjet: o cirurgião corta a ponta do processo coracoide (uma projeção da escápula na frente do ombro) e a parafusa na frente da glenoide. Ela funciona por três efeitos: o bloco de osso aumenta a glenoide; o tendão conjunto, que continua preso ao coracoide, passa na frente da articulação e funciona como uma cinta quando o braço abre e roda para fora; e a cápsula é reforçada. É osso do próprio paciente, vivo, que consolida bem. Mas a superfície que fica voltada para a cabeça do úmero é osso sem cartilagem, e o formato não acompanha exatamente a curva da glenoide.
O aloenxerto de tíbia distal é um pedaço da parte de baixo da tíbia vindo de doador. A face articular dessa região tem uma curvatura muito parecida com a da glenoide e vem coberta de cartilagem. Assim, além de repor o volume de osso, ele reconstrói a superfície articular, com congruência (encaixe) semelhante à original. Também não tira osso do paciente.
O preço é o de qualquer enxerto de doador: custo, disponibilidade, risco de reabsorção e consolidação mais lenta. E ele não tem o efeito de cinta do tendão conjunto.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo