O local de inserção do tendão da cabeça curta do bíceps braquial na tuberosidade bicipital do rádio e sua atuação motora primária são, respectivamente
- proximal e flexão.
- proximal e supinação.
- distal e flexão.
- distal e supinação.
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Conceito-chave
O bíceps tem duas cabeças em cima, a longa e a curta, e embaixo termina num tendão que se prende à tuberosidade bicipital do rádio, uma saliência alongada no osso do antebraço. Esse tendão parece um só, mas as fibras de cada cabeça continuam separadas até a inserção e se prendem em pontos diferentes da tuberosidade. Essa diferença muda a função de cada uma.
O bíceps faz duas coisas no cotovelo: flexão (dobrar o braço) e supinação (girar a palma para cima, como ao apertar um parafuso com a mão direita). A força de cada movimento depende da distância entre o ponto de inserção e o eixo em torno do qual o osso gira, o braço de alavanca.
A cabeça curta se insere na parte distal (mais baixa) da tuberosidade. Ali ela fica mais longe do eixo de dobrar o cotovelo e tem a melhor alavanca para a flexão. É a flexora principal.
A cabeça longa se insere na parte proximal (mais alta) e mais para trás da tuberosidade, mais longe do eixo de rotação do antebraço. Tem a melhor alavanca para a supinação. É a supinadora principal.
Isso importa na cirurgia de ruptura do bíceps distal. Se o tendão for reinserido na frente da tuberosidade, que é mais fácil de alcançar, ele fica perto demais do eixo de rotação e o paciente perde força de supinação, mesmo com o tendão cicatrizado. O ideal é reinserir na posição anatômica.
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