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Questão de Instabilidade anterior do ombro (TEOT 2023)

Ombro e cotoveloInstabilidade anterior do ombroTEOT 2023

Na instabilidade glenoumeral posterior que apresenta lesão óssea de 25% na porção anteromedial da cabeça do úmero, o tratamento mais bem indicado é a:

  1. hemiartroplastia
  2. artroplastia reversa
  3. cirurgia de Latarjet
  4. Cirurgia de McLaughlin
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Gabarito: D · Cirurgia de McLaughlin

Conceito-chave

A lesão de McLaughlin. Na luxação posterior do ombro, a cabeça do úmero bate contra o rebordo posterior da glenoide e sofre uma impactação na sua porção anteromedial: é o Hill-Sachs reverso, ou lesão de McLaughlin. Ela é a imagem em espelho do Hill-Sachs da luxação anterior, que fica na porção posterolateral. O contexto clássico é a crise convulsiva, a eletrocussão ou o trauma de alta energia, e o paciente chega com o braço travado em rotação interna, sem conseguir rodar externamente. Mais da metade desses casos passa despercebida no primeiro atendimento, porque o AP simples pode parecer normal; o perfil axilar ou a tomografia fazem o diagnóstico.

O tamanho do defeito decide. A conduta segue o percentual da superfície articular comprometida, com limites que variam um pouco entre autores. Defeitos até cerca de 20 a 25%, sobretudo agudos e estáveis após a redução, vão bem com redução fechada e imobilização em rotação neutra ou externa. Defeitos entre 25 e 50% pedem que o buraco seja preenchido para não engatar no rebordo posterior: é a indicação do procedimento de McLaughlin. Acima de 50%, ou com cabeça colapsada e luxação antiga, a escolha passa a ser enxerto osteocondral, desimpactação com enxerto ou artroplastia.

O que é o procedimento de McLaughlin. A técnica original transfere o tendão do subescapular para dentro do defeito, preenchendo-o com tecido e tirando a área lesada do contato com a glenoide. A modificação de Neer e Hawkins transfere o tubérculo menor junto com o tendão, fixado com parafuso, transformando uma fixação tendínea em consolidação óssea. Hoje também se faz a versão artroscópica, a remplissage reversa, que tenodesa o subescapular no defeito.

Por que as outras não servem. A hemiartroplastia e a artroplastia reversa ficam para defeitos maiores que 50%, cabeça inviável ou pacientes idosos com luxação crônica. O Latarjet trata a perda óssea da glenoide anterior na instabilidade anterior, oposta ao cenário da questão.

Na prova: Hill-Sachs reverso de 25 a 50% na luxação posterior indica McLaughlin (transferência do subescapular, ou do tubérculo menor, para o defeito).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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