No tratamento da osteoartrose avançada do cotovelo, de acordo com COONRAD e MORREY, é contraindicação para o procedimento de artroplastia a
- lesão ligamentar lateral.
- lesão ligamentar medial.
- anquilose do ombro ipsilateral.
- grande perda óssea do úmero.
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Conceito-chave
A prótese de cotovelo de Coonrad-Morrey é semiconstrita: as peças do úmero e da ulna são unidas por um pino, como uma dobradiça, mas com uma folga que permite alguns graus de movimento lateral e de rotação. Como as peças estão presas uma à outra, a prótese não depende dos ligamentos colaterais para ficar estável. Por isso, lesão ligamentar medial ou lateral não contraindica essa prótese; ao contrário, é uma das razões para escolhê-la.
O ponto fraco das próteses de cotovelo é a soltura: com o tempo, a interface entre o implante e o osso pode ceder, e essa é a principal causa de falha tardia. Tudo o que aumenta a força que passa pela prótese aumenta esse risco.
É aqui que entra a anquilose do ombro do mesmo lado. Anquilose é a perda completa do movimento de uma articulação. Normalmente, ao posicionar a mão, o ombro gira e se eleva, absorvendo boa parte do esforço. Com o ombro travado, o paciente passa a girar e forçar o cotovelo para compensar, e todo esse torque cai sobre a prótese, acelerando a soltura. Por isso, segundo os autores, essa situação contraindica a artroplastia. Raciocínio parecido vale para quem depende dos braços para andar de muletas.
Outras contraindicações da prótese de cotovelo incluem infecção ativa, paciente jovem com grande demanda física, articulação neuropática (de Charcot) e pele ruim para cobrir o implante. A grande perda óssea do úmero, por sua vez, é contornada pelo próprio desenho de Coonrad-Morrey, que tem haste longa e uma aba anterior (flange) apoiada em enxerto ósseo.
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