Na biomecânica do cotovelo, a força máxima de flexão ocorre em
- 30 graus.
- 45 graus.
- 90 graus.
- 130 graus.
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Conceito-chave
Por que 90 graus. A força máxima de flexão do cotovelo aparece por volta dos 90 graus, pela soma de dois fatores. O braço de alavanca: nessa posição, a linha de ação do bíceps e do braquial fica quase perpendicular ao antebraço, e quase toda a força gera rotação. A relação comprimento-tensão: os sarcômeros dos flexores estão perto do comprimento ótimo. Com o cotovelo quase estendido, a alavanca é ruim e a força se perde em compressão articular; com o cotovelo muito fletido, os músculos já encurtaram demais e perdem tensão.
Quem flexiona. O braquial, inserido na ulna, é o flexor mais constante, trabalhando igual em qualquer posição do antebraço. O bíceps, inserido no rádio, flexiona e é o supinador mais potente, com pico de supinação também perto dos 90 graus. O braquiorradial ajuda com o antebraço em posição neutra. Em geral, a força de flexão supera a de extensão.
O arco funcional de Morrey. Estudando atividades do dia a dia, Morrey mostrou que a maioria delas se faz com 30 a 130 graus de flexão e 50 graus de pronação e de supinação. Perdas fora desse arco incomodam pouco; perdas dentro dele limitam. Esse número guia a indicação de liberação no cotovelo rígido e a expectativa depois de artroplastias e fraturas.
Aplicações práticas. A força de flexão e de supinação é medida com o cotovelo a 90 graus para comparar os lados, por exemplo após reparo do bíceps distal. Nas fraturas do olécrano e nas desinserções do tríceps, lembre o contrário: é a extensão que se perde, e a extensão ativa contra a gravidade é o teste funcional.
Na prova: força máxima de flexão do cotovelo a 90 graus; arco funcional de Morrey: 30 a 130 de flexão e 50/50 de pronossupinação.
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