No pós operatório da rigidez do cotovelo deve-se
- liberar a pronação e a supinação
- restringir a pronação e a supinação
- liberar a pronação e restringir a supinação
- liberar a supinação e restringir a pronação
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Conceito-chave
O cotovelo rígido. O cotovelo é a articulação que mais enrijece depois de trauma. As causas são extrínsecas (cápsula espessada, ossificação heterotópica, contratura muscular, pele) ou intrínsecas (incongruência articular, artrose, bloqueio ósseo). O arco funcional é de cerca de 30 a 130 graus de flexão e 50 de pronação e supinação; quando a perda invade esse arco e o tratamento conservador (órteses progressivas e fisioterapia) falha, indica-se a liberação.
Como se libera. Nas rigidezes extrínsecas, a liberação é feita por via lateral, o procedimento da coluna lateral, por via medial, com proteção ou transposição do nervo ulnar, ou por artroscopia. Retira-se a cápsula anterior e posterior, os osteófitos e os corpos livres e a ossificação que bloqueia o movimento, preservando os ligamentos colaterais. O nervo ulnar merece atenção especial, porque ganhar flexão estica o nervo e pode causar neuropatia.
O pós-operatório. O que se ganha na mesa cirúrgica se perde em dias sem movimento. Por isso a mobilização começa imediatamente, com boa analgesia (às vezes cateter de bloqueio contínuo), e a pronação e a supinação ficam liberadas. Como os colaterais foram preservados, não há reparo ligamentar a proteger, e restringir a rotação só criaria uma nova rigidez, agora na pronossupinação, que é ainda mais incapacitante. Somam-se a mobilização passiva contínua ou ativa-assistida, órteses estáticas progressivas ou dinâmicas alternando flexão e extensão, e a profilaxia da ossificação heterotópica com indometacina ou radioterapia nos casos de risco.
O contraste com a luxação. Depois de reparar um ligamento na luxação, a rotação é protegida conforme o lado: pronação para lesão lateral, supinação para medial, neutro para as duas. Na liberação da rigidez, sem reparo, a rotação é livre.
Na prova: após a liberação do cotovelo rígido, libere pronação e supinação e mobilize cedo; restringir rotação é para proteger reparo ligamentar.
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