A falha no reparo do manguito rotador está associada a
- diabetes
- lesão maior de 3 mm
- atrofia muscular leve
- idade acima de 50 anos
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Conceito-chave
Depois de uma sutura do manguito rotador, uma parte dos tendões não cicatriza no osso ou volta a romper. Saber o que aumenta esse risco ajuda a escolher bem o paciente e a combinar expectativas antes da cirurgia. Os fatores conhecidos podem ser organizados em três grupos.
Do paciente. O diabetes é um dos mais consistentes: o excesso de glicose altera o colágeno do tendão, prejudica os pequenos vasos e a resposta de cicatrização, além de aumentar o risco de rigidez e infecção. O tabagismo também pesa muito, porque a nicotina contrai os vasos e atrapalha as células que reparam o tendão. Idade avançada, osteoporose (as âncoras seguram mal no osso fraco) e uso crônico de corticoide completam a lista.
Da lesão. O tamanho da rotura e o quanto o tendão está retraído contam muito, e eles são medidos em centímetros. O número de tendões rompidos também. E, principalmente, o estado do músculo: com a rotura crônica, o músculo atrofia e é invadido por gordura. Essa infiltração gordurosa é graduada pela classificação de Goutallier, na tomografia ou ressonância, e os graus avançados são forte preditor de falha. A gordura não volta atrás, mesmo que o tendão cicatrize.
Da técnica e do pós-operatório. Sutura sob muita tensão, preparo ruim do osso onde o tendão vai ser fixado e reabilitação agressiva cedo demais.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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