Na avaliação física, o rítmo escapulotorácico e escapuloumeral é
- unilateral e pela frente
- unilateral e pelas costas
- comparativa e pela frente
- comparativa e pelas costas
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Conceito-chave
O que é o ritmo escapuloumeral. Ao elevar o braço, o movimento se divide entre a articulação glenoumeral e a escapulotorácica, na proporção clássica de cerca de 2 para 1: dos 180 graus de elevação, cerca de 120 vêm da glenoumeral e 60 da rotação da escápula sobre o tórax. Nos primeiros 30 a 60 graus, a escápula busca uma posição estável e se move pouco; depois, as duas se movem juntas de forma coordenada.
Por que pelas costas. A escápula é uma estrutura posterior. Só olhando por trás se veem a rotação para cima, a báscula e, sobretudo, a discinesia escapular: o descolamento da borda medial ou do ângulo inferior, a elevação precoce do ombro, o movimento em "soluço". Pela frente, o examinador vê só o braço subindo.
Por que comparativo. Não existe um padrão normal absoluto, e pequenas diferenças entre pessoas são normais. O que interessa é a assimetria entre o lado sintomático e o outro. Por isso o paciente eleva os dois braços ao mesmo tempo, várias vezes, e o examinador observa também a descida, fase em que a discinesia costuma aparecer, pelo controle excêntrico deficiente. Repetir 5 a 10 vezes, ou com um pequeno peso, fatiga os estabilizadores e revela o problema.
O que a discinesia pode significar. A escápula alada medial (borda medial se descola) sugere paralisia do serrátil anterior, pelo nervo torácico longo. A escápula alada lateral, com ombro caído, sugere paralisia do trapézio, pelo nervo acessório, muitas vezes lesado em biópsia de linfonodo cervical. Mais frequente que as paralisias é a discinesia funcional, por fraqueza e desequilíbrio muscular, associada ao impacto e à instabilidade. Os testes de assistência e de retração escapular, em que o examinador corrige a posição da escápula e a dor ou a força melhoram, confirmam o papel da escápula nos sintomas.
Na prova: o ritmo escapuloumeral se avalia comparativamente e pelas costas, olhando a subida e a descida dos dois braços; a proporção clássica é 2:1.
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