A ruptura traumática do peitoral maior ocorre mais frequentemente durante o supino com o ombro na posição de
- flexão e contração excêntrica.
- flexão e contração concêntrica.
- extensão e contração excêntrica.
- extensão e contração concêntrica.
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Conceito-chave
Para entender como o peitoral maior rompe, é preciso lembrar dois conceitos de contração muscular. Na contração concêntrica, o músculo encurta enquanto faz força, como ao empurrar a barra para cima no supino. Na contração excêntrica, o músculo faz força enquanto está sendo alongado, como ao controlar a barra descendo. Os músculos e tendões rompem muito mais na contração excêntrica, porque a força máxima chega justamente quando as fibras estão esticadas ao limite.
No supino, na fase de descida da barra, os cotovelos passam da linha do corpo e o ombro vai para extensão, com o braço aberto e rodado para fora. Nessa posição, as fibras de baixo do peitoral maior (a porção esternocostal) estão no comprimento máximo e ainda carregam o peso da barra. É o momento e a posição em que o músculo rompe: extensão do ombro com contração excêntrica.
O perfil do paciente é típico: homens entre 20 e 40 anos que fazem musculação, com o uso de anabolizantes como fator de risco. Em mulheres, a lesão é muito rara.
O paciente sente um estalo e dor, aparece um grande hematoma no braço e no tórax, a borda de músculo na frente da axila (a prega axilar anterior) some, e há fraqueza para aproximar o braço do corpo e rodá-lo para dentro. Nas rupturas completas do tendão em pessoas ativas, o reparo cirúrgico precoce dá melhores resultados.
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