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Questão de Epicondilite lateral e medial (TEOT 2021)

Ombro e cotoveloEpicondilite lateral e medialTEOT 2021

Na epicondilite lateral do cotovelo, o principal diagnóstico diferencial é a

  1. artrose do cotovelo.
  2. instabilidade em varo.
  3. síndrome do músculo supinador.
  4. osteocondrite dissecante do capitelo.
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Gabarito: C · síndrome do músculo supinador.

Conceito-chave

A epicondilite que não melhora. A síndrome do túnel radial, também chamada síndrome do supinador, é o principal diagnóstico diferencial da epicondilite lateral, e as duas coexistem em uma parte dos pacientes, o que explica muitas "epicondilites refratárias". Trata-se da compressão do nervo interósseo posterior, ramo profundo do radial, no túnel que vai da articulação radiocapitelar até a borda distal do supinador.

Onde o nervo é comprimido. O ponto mais frequente é a arcada de Frohse, borda proximal fibrosa do supinador. Outros pontos são as bandas fibrosas anteriores à cabeça do rádio, os vasos radiais recorrentes (o leque de Henry), a borda medial do extensor radial curto do carpo e a borda distal do supinador.

Como separar da epicondilite. A dor da síndrome do túnel radial fica cerca de 4 a 5 cm distal ao epicôndilo, sobre a massa extensora, e não no epicôndilo. Ela piora com a supinação resistida com o cotovelo estendido e com a extensão resistida do dedo médio (teste de Maudsley), que tensiona a borda do extensor radial curto sobre o nervo. A epicondilite dói no epicôndilo e na extensão resistida do punho (teste de Cozen). A eletroneuromiografia costuma ser normal no túnel radial, porque a compressão é dinâmica; o bloqueio anestésico no túnel ajuda a confirmar.

Túnel radial versus síndrome do interósseo posterior. São o mesmo nervo no mesmo lugar, em graus diferentes. No túnel radial há dor sem fraqueza. Na síndrome do interósseo posterior há paralisia: perda da extensão dos dedos e do polegar, com o punho estendendo em desvio radial (o extensor radial longo, inervado antes da compressão, é preservado) e sem perda sensitiva, porque o nervo é motor.

Tratamento. Primeiro conservador, com repouso de atividades, órtese e medicação. Na falha, a descompressão cirúrgica libera a arcada de Frohse e os demais pontos.

Na prova: diferencial clássico da epicondilite lateral: síndrome do túnel radial (supinador), com dor 4 a 5 cm distal e piora na supinação resistida.

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