Na avaliação do cotovelo rígido devido à ossificação heterotópica, quando ela se localiza dentro da musculatura flexora e em um plano único, sua causa mais provável é
- infecciosa.
- traumática.
- neurogênica.
- por queimadura.
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Conceito-chave
A topografia denuncia a causa. A ossificação heterotópica do cotovelo tem padrões diferentes conforme a origem, e a pista da questão é dupla: está dentro da musculatura flexora e em plano único. Esse é o padrão neurogênico, que aparece depois de trauma craniencefálico ou lesão medular. O osso se forma no ventre dos músculos, geralmente anterior e medial, como uma ponte contínua, e costuma acometer várias articulações do mesmo paciente, como quadril, joelho e ombro.
As outras causas e seus endereços. Depois de fratura-luxação ou de cirurgia com dissecção extensa, a ossificação é posterolateral, na cápsula posterior e no compartimento lateral, limitando sobretudo a extensão. Depois de queimadura, é posteromedial, ao redor do nervo ulnar, com risco alto de neuropatia por englobamento. A combinação de trauma craniencefálico com fratura do cotovelo é a de maior risco de todas.
O que a forma neurogênica tem de particular. Há um quadro sistêmico: espasticidade, tumefação e calor locais, fosfatase alcalina elevada, às vezes confundidos com trombose venosa ou infecção. Na cintilografia, a captação é intensa nas fases iniciais. A recidiva após ressecção é mais frequente, e a espasticidade precisa estar controlada antes da cirurgia, senão o ganho de movimento se perde.
Como tratar. A indicação é a perda funcional do arco. A ressecção é planejada pela topografia da ossificação, com atenção ao nervo ulnar, frequentemente envolvido também na forma neurogênica. Classicamente esperava-se a maturação, avaliada pela radiografia estável e pela queda da captação na cintilografia; hoje muitos operam assim que o osso está bem demarcado. A profilaxia da recidiva usa indometacina ou radioterapia em dose única, e a mobilização começa logo após a cirurgia.
Na prova: ossificação dentro da musculatura flexora, em plano único: causa neurogênica (TCE, lesão medular); trauma é posterolateral; queimadura, posteromedial.
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