Paciente de 58 anos, queda ao solo com membro superior em hiperextensão, apresentando lesão isolada do subescapular há 5 anos e com as imagens demonstradas a seguir. O tratamento mais bem indicado é

- o reparo artroscópico da lesão.
- a artroplastia reversa do ombro.
- a transferência muscular do trapézio.
- a transferência muscular do peitoral maior.
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Conceito-chave
O cenário. Paciente de 58 anos com lesão isolada do subescapular há 5 anos, após trauma em hiperextensão, e imagens de músculo com infiltração gordurosa avançada (Goutallier IV). A pergunta é o que fazer com um subescapular cronicamente roto e degenerado, num ombro ainda sem artrose.
Por que não reparar. O reparo artroscópico funciona bem nas lesões agudas ou recentes, quando o músculo ainda é bom. Com cinco anos de evolução e músculo substituído por gordura, o tendão costuma estar retraído e o ventre não recupera a contração: mesmo que o tendão cicatrize no osso, a função não volta, e a taxa de nova ruptura é alta.
A transferência do peitoral maior. Quando o subescapular é irreparável e não há artrose, a opção consagrada é transferir o peitoral maior, geralmente a porção esternal ou todo o tendão, para o tubérculo menor. A técnica preferida passa o tendão por baixo do tendão conjunto, porque isso reproduz melhor o vetor do subescapular, de trás para a frente, estabilizando a cabeça contra a translação anterior e restaurando parte da rotação interna. O cuidado é com o nervo musculocutâneo, que corre por baixo do tendão conjunto. Os resultados melhoram a dor e a função, embora a força raramente volte ao normal. Uma alternativa descrita é a transferência do grande dorsal para o tubérculo menor.
Onde entram as outras opções. A prótese reversa é a solução quando já existe artropatia do manguito, com artrose, subluxação anterossuperior fixa ou pseudoparalisia, ou no paciente mais velho e de baixa demanda. A transferência do trapézio inferior serve para as roturas posterossuperiores, repondo a rotação externa do infraespinal, e não substitui o subescapular.
Na prova: subescapular crônico e irreparável, sem artrose: transferência do peitoral maior (passada sob o tendão conjunto); com artropatia, reversa.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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