A artrodese do ombro está contraindicada no caso de
- neoplasia.
- luxação recidivante.
- artropatia de CHARCOT.
- lesão combinada do manguito rotador e do deltoide.
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Conceito-chave
A artrodese é a fusão de uma articulação: o cirurgião retira a cartilagem e fixa os ossos para que eles se colem e o movimento acabe. No ombro, ela já foi bem mais usada; hoje a prótese reversa ocupou boa parte das suas indicações. Ainda assim, ela tem lugar quando o ombro está paralisado (lesão grave do plexo braquial, sequela de poliomielite, deltoide e manguito sem função), em infecções que não se controlam, em próteses que falharam sem osso para outra prótese, em instabilidades que nada resolveu e após retirada de tumores do úmero.
Depois da artrodese, o braço continua se movendo graças à escápula, que desliza sobre o tórax. Por isso, ela só funciona se os músculos que movem a escápula, como o trapézio e o serrátil anterior, estiverem bons.
A contraindicação cobrada é a artropatia de Charcot, também chamada de artropatia neuropática. É a destruição de uma articulação que perdeu a sensibilidade de dor e a percepção de posição. Sem esse alarme, o paciente sobrecarrega a articulação sem perceber, e o osso se fragmenta e se reabsorve. No ombro, a causa mais comum é a siringomielia, uma cavidade cheia de líquido dentro da medula cervical que vai destruindo as fibras nervosas. Numa artrodese nesse terreno, a fixação tende a falhar, o osso não consolida e a destruição continua nas articulações vizinhas.
Quando feita, a posição recomendada fica em torno de 30 graus de abdução, 30 de flexão e 30 de rotação interna, para que a mão alcance a boca e a região do períneo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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