A inervação da porção curta do bíceps é comum ao músculo
- subclávio.
- peitoral maior.
- subescapular.
- coracobraquial.
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Conceito-chave
O tendão conjunto. A cabeça curta do bíceps e o coracobraquial se originam juntos na ponta do processo coracoide, formando o tendão conjunto. Os dois são inervados pelo nervo musculocutâneo, ramo do fascículo lateral do plexo braquial (C5 a C7), que também inerva o braquial. Os três são os músculos do compartimento anterior do braço.
O trajeto do musculocutâneo. O nervo nasce na axila, perfura o coracobraquial, em média cerca de 5 cm abaixo da ponta do coracoide (às vezes bem mais perto), desce entre o bíceps e o braquial inervando os dois e, no cotovelo, sai lateralmente ao tendão do bíceps como nervo cutâneo lateral do antebraço, puramente sensitivo. Uma lesão alta dá perda da flexão do cotovelo e hipoestesia na face lateral do antebraço.
Onde isso importa na cirurgia. Nas transferências do coracoide para a glenoide (Latarjet e Bristow), o tendão conjunto é mobilizado com o nervo preso a ele, e o musculocutâneo é o nervo mais lesado nessas operações, quase sempre por tração, com neuropraxia transitória. O mesmo nervo, no seu trecho sensitivo, é o mais lesado na reinserção do bíceps distal por via anterior única.
A inervação dos distratores. O subclávio recebe o nervo do subclávio, ramo do tronco superior. O peitoral maior recebe os nervos peitorais lateral (do fascículo lateral) e medial (do fascículo medial), cujos nomes vêm do fascículo de origem e não da posição no músculo. O subescapular recebe os nervos subescapulares superior e inferior, do fascículo posterior, que também dá o toracodorsal e o axilar.
Na prova: cabeça curta do bíceps e coracobraquial compartilham origem no coracoide e inervação pelo musculocutâneo, o nervo em risco na Latarjet.
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