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Questão de Exame físico do cotovelo (TARO 2017)

Ombro e cotoveloExame físico do cotoveloTARO 2017

Na ruptura da porção distal do bíceps braquial, o diagnóstico pelo “teste do gancho” é feito com a tentativa de palpar o tendão em sua face

  1. lateral, com flexão ativa do cotovelo.
  2. medial, com flexão ativa do cotovelo.
  3. lateral, com flexão passiva do cotovelo.
  4. medial, com flexão passiva do cotovelo.
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Gabarito: A · lateral, com flexão ativa do cotovelo.

Conceito-chave

A lesão. A ruptura do bíceps distal é típica de homens de 40 a 60 anos, no membro dominante, por uma contração excêntrica súbita: o cotovelo em flexão é forçado para a extensão contra carga. O paciente sente um estalo na fossa antecubital, aparece equimose e o ventre do bíceps sobe (deformidade de Popeye reversa). Tabagismo e uso de anabolizantes aumentam o risco. A perda funcional mais importante é de supinação, cerca de 40 a 50% da força, e de flexão, cerca de 30%.

O teste do gancho. Descrito por O'Driscoll, é o exame clínico mais confiável para a ruptura completa. Com o cotovelo a 90 graus e o paciente fazendo flexão e supinação ativas, o examinador introduz o indicador pela face lateral da fossa antecubital e tenta enganchar o tendão de lateral para medial. Com o tendão íntegro, o dedo passa por baixo de uma corda tensa; com o tendão roto, não há o que enganchar.

Por que pela face lateral e com contração ativa. O lacertus fibrosus, a aponeurose bicipital, costuma ficar íntegro em parte das rupturas e é palpável pelo lado medial como uma faixa tensa: palpar por ali gera falso-negativo. E o tendão só vira uma corda palpável quando está sob contração ativa; na flexão passiva, ele fica frouxo mesmo íntegro.

Tratamento. No paciente ativo, a reinserção anatômica na tuberosidade do rádio deve ser feita cedo, em geral nas primeiras duas a três semanas, antes da retração. Pode ser por uma incisão anterior, com botão cortical, âncoras ou parafuso de interferência, sob risco de lesão do nervo cutâneo lateral do antebraço, ou por duas incisões, com risco de ossificação heterotópica e sinostose radioulnar. Nas lesões crônicas retraídas, reconstrói-se com enxerto.

Na prova: teste do gancho: dedo pela face lateral da fossa antecubital, com flexão e supinação ativas; pela face medial, o lacertus engana.

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