Na epicondilite lateral, as alterações características visualizadas na ressonância magnética são o
- hipossinal em T1 e T2.
- hipersinal em T1 e T2.
- hipersinal em T2 e hipossinal em T1.
- hipersinal em T1 e hipossinal em T2.
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Conceito-chave
O tendão normal é escuro. Tendões são feitos de colágeno denso, organizado e pobre em água livre. Por isso, na ressonância, o tendão extensor comum normal aparece hipointenso, escuro, em todas as sequências, como uma faixa fina e bem definida saindo do epicôndilo lateral.
O que a tendinose faz com o sinal. A epicondilite lateral é uma tendinose: degeneração com hiperplasia angiofibroblástica e degeneração mucoide no extensor radial curto do carpo, sem inflamação. Esse tecido de reparo imaturo tem mais água e mais mucopolissacarídeos que o tendão normal, e o resultado é o aumento de sinal em T1 e em T2, com espessamento do tendão. Na prática, o sinal em T1 fica intermediário e o de T2, claramente alto.
Como separar degeneração de líquido. O raciocínio é útil para toda a musculoesquelética. Líquido e edema puro (bursite, paratendinite, derrame, ruptura aguda com hematoma) dão hipersinal em T2 e hipossinal em T1. A degeneração mucoide, por ter material proteico e não só água, eleva o sinal nas duas sequências. Por isso, o hipersinal em T1 fala a favor de tendinose crônica.
O que mais procurar no exame. Nos casos avançados aparecem descontinuidade parcial ou completa das fibras, edema ósseo no epicôndilo e, principalmente, lesão do complexo colateral lateral logo abaixo do tendão. Esse último achado muda a cirurgia: além de desbridar o tendão doente, é preciso reparar o ligamento, sob risco de deixar instabilidade rotatória posterolateral. Lembre também que a ressonância não é necessária para o diagnóstico, que é clínico; ela serve para os casos refratários, para planejar cirurgia e para excluir outras causas.
Na prova: epicondilite lateral na ressonância: tendão espessado com hipersinal em T1 e T2 (degeneração mucoide); hipersinal só em T2 é líquido.
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