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Questão de Capsulite adesiva (TARO 2021)

Ombro e cotoveloCapsulite adesivaTARO 2021

Na capsulite adesiva do ombro é fator de pior prognóstico a associação com

  1. diabetes tipo I.
  2. hipotireoidismo.
  3. hiperparatireoidismo.
  4. doença de Dupuytren.
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Gabarito: A · diabetes tipo I.

Conceito-chave

Uma doença ligada ao metabolismo. A capsulite adesiva é a fibrose da cápsula glenoumeral com perda global do movimento, ativo e passivo, principalmente da rotação externa. Na população geral acomete cerca de 2 a 5% das pessoas; entre os diabéticos a frequência sobe muito, chegando a cerca de 1 em cada 5, com as maiores taxas no diabetes tipo 1.

Por que o diabetes piora tanto. No diabético, os produtos finais de glicação avançada criam ligações cruzadas anômalas entre as fibras de colágeno da cápsula, que fica mais rígida e menos capaz de remodelar. Na prática, isso significa acometimento bilateral mais frequente, evolução mais longa, maior rigidez residual e pior resposta tanto ao tratamento conservador quanto à manipulação sob anestesia e à liberação artroscópica. Por isso o diabetes tipo 1 é o fator de pior prognóstico, e é também o que tem mais risco de recidiva e de necessidade de novos procedimentos.

As outras associações. Hipotireoidismo e hipertireoidismo, doença de Dupuytren (com quem a capsulite compartilha a biologia fibroproliferativa, com miofibroblastos), doença de Parkinson, dislipidemia, doenças cardiovasculares, imobilização prolongada e cirurgia ou trauma recentes do ombro. Algumas associações aumentam a chance de ter a doença sem necessariamente piorar o prognóstico tanto quanto o diabetes.

O que isso muda no consultório. Todo paciente com capsulite deve ser rastreado para diabetes e disfunção tireoidiana. A expectativa comunicada ao paciente muda: no não diabético, a maioria melhora em um a três anos passando pelas fases dolorosa, rígida e de descongelamento; no diabético tipo 1, a evolução é mais lenta, e a infiltração de corticoide deve considerar o aumento transitório da glicemia.

Na prova: capsulite adesiva com diabetes tipo 1 tem o pior prognóstico: mais bilateral, mais rígida e mais refratária.

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