Na epicondilite lateral do cotovelo, a análise microscópica mostra uma substituição de tecido normal por hiperplasia:
- lipomatosa
- calcinomatosa
- angiofibroblástica
- angiocondroblástica
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Conceito-chave
Não é inflamação. A epicondilite lateral, o cotovelo do tenista, tem um nome enganoso. A histologia descrita por Nirschl mostra hiperplasia angiofibroblástica: fibroblastos em excesso, vasos neoformados imaturos, colágeno desorganizado e degeneração mucoide, com ausência de células inflamatórias. É uma falha crônica de cicatrização por microtraumas repetidos, por isso o termo mais correto é tendinose.
Onde está a lesão. O tendão acometido é o extensor radial curto do carpo, na sua origem no epicôndilo lateral, logo abaixo do extensor radial longo; o extensor comum dos dedos participa em parte dos casos. A doença aparece entre 35 e 50 anos, no membro dominante, em quem faz movimentos repetidos de preensão e extensão do punho, mais em trabalhadores do que em tenistas.
Clínica e diagnóstico diferencial. Há dor sobre o epicôndilo lateral e 1 a 2 cm distal a ele, piora com extensão resistida do punho (teste de Cozen), com extensão resistida do terceiro dedo, que tensiona o radial curto (teste de Maudsley), e com o estiramento passivo dos extensores (teste de Mill). O diagnóstico é clínico. O diferencial mais importante é a síndrome do túnel radial, compressão do interósseo posterior na arcada de Frohse, com dor cerca de 4 cm distal ao epicôndilo e piora com supinação resistida; as duas podem coexistir.
O tratamento decorre da histologia. Como não há inflamação, o anti-inflamatório só alivia sintomas. O corticoide infiltrado melhora a curto prazo, mas os estudos mostram resultados piores em um ano do que a conduta expectante, porque inibe a cicatrização já deficiente. O que funciona é modificar a atividade, usar órtese de contrapressão e fazer exercício excêntrico. Cerca de 80 a 90% resolvem em um ano; a cirurgia, com ressecção do tecido angiofibroblástico do radial curto, fica para os refratários após 6 a 12 meses.
Na prova: epicondilite lateral é hiperplasia angiofibroblástica do extensor radial curto do carpo, sem células inflamatórias; corticoide piora o resultado a médio prazo.
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